Lula relativiza agressão a mulheres, e lideranças femininas repudiam fala
- SBC Urgente

- 19 de jul. de 2024
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Declaração com conteúdo misógino e machista de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reverberou entre lideranças políticas femininas do Grande ABC. Na terça-feira, durante encontro com empresários e empresárias no Palácio do Planalto, o presidente da República comentou sobre pesquisa que indica aumento nos casos de violência doméstica após partidas de futebol e relativizou as ações truculentas. “Se o cara é corintiano, tudo bem”, discorreu. A deputada estadual Ana Carolina Serra (Cidadania), a prefeita Penha Fumagalli (PSD) e as vereadoras Ana Veterinária (União Brasil) e Bruna Biondi (Psol) lamentaram as declarações.
“Eu fiquei sabendo de uma notícia triste: tem pesquisa que mostra que, depois de jogo de futebol, aumenta a violência contra a mulher. Inacreditável. Se o cara é corintiano, tudo bem”, declarou Lula.
Ana Carolina “lamentou” o comentário do presidente, que “fere a dignidade das pessoas como um todo”. A deputada e primeira-dama de Santo André também defendeu “tratamento igual e respeitoso”. A parlamentar lembrou ser importante dar “espaços de poder de voz para as mulheres”, para criar uma sociedade mais igualitária.
Lula fez uma declaração “infeliz”, disse a prefeita de Rio Grande da Serra, Penha Fumagalli, ao defender o fim da violência, em especial a de gênero. “Mulher nenhuma deveria sofrer violência de nenhum tipo, mas infelizmente isso ocorre todos os dias.”
A vereadora de Santo André Ana Veterinária também demonstrou descontentamento com a declaração do líder máximo do País. “É triste ver o presidente do Brasil fazer piada com um assunto tão sério. Independentemente da questão partidária e ideologia política, precisamos ter muita responsabilidade sobre nossa falas”, afirmou. No País, em 2023, uma mulher fora violentada sexualmente a cada seis minutos.
Bruna Biondi, vereadora em São Caetano, também repudiou a declaração. “Fala infeliz que deve ser cobrada e reprimida. A violência contra a mulher não tem dia, hora e local para acontecer. Por isso é importante a aplicação de políticas públicas e combate à cultura de naturalização de violência contra a mulher.”







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