Nina Braga sobe o tom contra moção de apoio ao papa Francisco
- SBC Urgente

- 20 de mar. de 2025
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Watanabe assinou o documento, mas criticou a ideologia da libertação pregada por algumas igrejas

Moção de apoio ao papa Francisco de autoria dos vereadores Ananias Andrade e Ana do Carmo, ambos do PT, causou indignação da colega de Casa, Nina Braga (PL), após a sessão desta quarta-feira (19) na Câmara de São Bernardo. Curiosamente, Luiz Henrique Watanabe (PRTB), crítico contumaz do petista, assinou o requerimento, mas se absteve de votar.
Segundo Ananias Andrade, o pontífice tem forte atuação na conscientização social e defesa das minorias, incluindo mulheres, população LGBTQIA+ e os mais pobres, promovendo uma Igreja acolhedora e fiel aos princípios da dignidade humana e da justiça social.
Nina afirmou em suas redes sociais, após a sessão, que estima melhoras ao pontífice e explicou o motivo de não ter votado. “Sou cristã, protestante, mas respeito o papa. Não votei porque tinha pegadinhas na moção. Vieram falar de questões de extrema-direita e para cima de mim com essa história não vai rolar. Abstive-me de votar em respeito ao papa, do contrário teria votado não”, disse a liberal.
Ananias afirmou que o papa Francisco tem demonstrado compromisso com os valores bíblicos, denunciando desigualdades, incentivando o respeito à diversidade e as políticas inclusivas em todo o mundo. “Sua postura humanitária, baseada na compaixão e no diálogo, tem sido alvo constante de ataques ultraconservadores e da extrema-direita, que buscam desacreditá-lo e enfraquecer sua autoridade moral”, destacou o petista.
O vereador, que disse vir de uma família católica tradicional, afirmou que apesar das críticas, o papa segue firme na missão de construir uma igreja aberta a todos, reforçando a importância do acolhimento e da solidariedade. “Suas iniciativas, como a defesa dos imigrantes, o combate às mudanças climáticas e a luta contra a pobreza, são expressões autênticas da mensagem cristã e da necessidade de ação concreta para um mundo mais justo e solidário.”
Watanabe afirmou que a moção teria de ser mais bem debatida. “Assinei, mas declaro que vou me abster dessa votação porque ficou faltando detalhes importantíssimos para quem realmente quer elogiar o trabalho da Igreja Católica. O primeiro, falo como católico, seria o combate à ideologia presente nas igrejas, em especial a ideologia da libertação. Uma mentira. Uma alteração que é feita na cara de todos nós. O plano de Deus proposto por Jesus Cristo, que tem por base a transcendência, a crença na fé, vêm com esse papo marxista do materialismo dialético. O cego curado por Jesus é uma figura de linguagem. Então, sinto falta sim da Igreja Católica bater forte contra essa ideologia da libertação”, pontuou.






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