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Polícia diz que padrasto suspeito de envenenar jovem em São Bernardo do Campo se contradisse em depoimento

  • Foto do escritor: SBC Urgente
    SBC Urgente
  • 16 de jul. de 2025
  • 3 min de leitura

Foi pedida a prisão preventiva de Ademilson Ferreira dos Santos. Segundo a polícia, ele se contradisse em depoimento e foi a pessoa que levou o bolinho supostamente envenenado para o jovem.


A delegada Liliane Doretto, titular do 6º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, desmentiu nesta segunda-feira (15) a versão apresentada por Ademilson Ferreira dos Santos, padrasto de Lucas da Silva, de 19 anos, internado em estado grave após comer um bolinho de mandioca. Para a polícia, ele é o principal suspeito de ter envenenado o jovem.


"O que justifica o pedido de prisão temporária é que ele, o tempo todo, tentou colocar a culpa na irmã. Disse que foi ela quem ofereceu, mas na verdade ele quem pediu. Ele é a única pessoa que leva os bolinhos e entrega pontualmente para cada um da família", afirmou a delegada.


Ademilson chegou por volta das 17h à delegacia, em São Bernardo do Campo e evitou falar com a imprensa. Segundo Doretto, o padrasto se contradisse nos depoimentos.


A mãe de Lucas contou que recebeu os bolinhos em casa na sexta-feira (12) e que foi o próprio Ademilson quem distribuiu os alimentos para os familiares.


“Ele abriu e tirou um pedaço, comeu. Depois deu para mim. Entregou o do Tiago no banco, que estava no banho, e levou o do Lucas até o quarto. Foi ele quem entregou tudo”, disse a mãe.


Pouco depois do jantar, Lucas passou mal e desmaiou.


Mais cedo, em entrevista à TV Globo, Ademilson tentou colocar a culpa na irmã. “Ela me odeia porque eu sou preto e não sou irmão dela”, afirmou. Ele também lamentou o ocorrido, dizendo que Lucas estava prestes a ser promovido no trabalho.


A polícia já ouviu a tia de Lucas, que negou ter colocado qualquer substância na comida. Ela afirmou apenas estar afastada da família, mas que não há desavenças graves. A mulher vai prestar depoimento novamente na tarde desta terça-feira (15).


A polícia ainda aguarda o laudo da perícia para confirmar se os bolinhos estavam envenenados e qual substância foi usada. Um print obtido pela TV Globo mostra uma conversa entre Ademilson e um pastor, em que o padrasto afirma estar com depressão e revela que já pensou em matar o enteado, mas que Deus o havia livrado disso.


O pedido de prisão preventiva de Ademilson foi feito pela polícia nesta tarde. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que, até o momento, não recebeu o pedido. Segundo a delegada, no entanto, a solicitação já foi feita. Ademilson deve ser transferido ainda hoje para a delegacia de São Caetano do Sul, que funciona 24 horas.


Os investigadores estiveram nas duas casas — na do jovem e na da tia — para coletar amostras da massa dos bolinhos e dos ingredientes usados. O material foi encaminhado para perícia.


Bolinho envenenado


O jovem e os pais dele comeram o presente enviado e, em seguida, jantaram. Cerca de meia hora depois, ele passou mal e precisou ser socorrido com a ajuda de um vizinho à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) União.


Na unidade, o médico afirmou que Lucas apresentava um quadro de intoxicação compatível com envenenamento. Contudo, somente o exame toxicológico poderá confirmar a substância ingerida pela vítima.

Com sintomas que levantaram suspeita de intoxicação, Lucas foi levado a uma Unidade de Pronto Atendimento. A equipe médica acionou a Guarda Municipal ao suspeitar de envenenamento. A Polícia Civil, então, iniciou uma investigação.


O rapaz foi transferido para o Hospital de Urgência, onde está internado em leito de terapia intensiva. Segundo a Prefeitura de São Bernardo, o estado de saúde dele é estável, com suporte ventilatório e vigilância neurológica.


"O paciente evoluiu com necessidade de realização de hemodiálise e são aguardados resultados de exames que identifiquem o que ocasionou esse quadro", informou a administração em nota.

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