128 mil garrafas de vodca são recolhidas em ação contra metanol; distribuidoras de bar nos Jardins são interditadas
- SBC Urgente

- 2 de out. de 2025
- 3 min de leitura
A polícia foi a quatro distribuidoras de destilados nesta quarta (1º): duas na capital paulista, e duas em Barueri, na Grande São Paulo; segundo a investigação, todas são fornecedoras de bebidas do bar Ministrão, interditado por suspeita de adulteração com metanol.
Uma operação de fiscalização contra a circulação de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol recolheu 128 mil garrafas de vodca nesta quarta-feira (1º) em Barueri, na Grande São Paulo.
A ação interditou ainda três distribuidoras de destilados que venderam bebidas alcoólicas para o bar Ministrão, nos Jardins, Zona Oeste de São Paulo. O bar foi interditado na terça-feira (30) por suspeita de bebidas adulteradas com metanol.
Segundo o governo de São Paulo, o lote que foi lacrado só poderá ser liberado após a apresentação de documentação à Secretaria da Fazenda.
Nesta quarta, os fiscais foram a quatro distribuidoras de destilados: duas na capital paulista, e duas em Barueri, na Grande São Paulo. O resultado foi a interdição de três delas — a polícia não encontrou nenhuma atividade em um dos locais.
A investigação fez uma cronologia, primeiro buscando com as pessoas que passaram mal onde elas consumiram essas bebidas.
Na capital, a Vigilância em Saúde interditou de forma cautelar dois endereços da mesma distribuidora na Bela Vista, no Centro: o BBR Supermercado e o BB Belbilar Bbidas, ambos na Rua Conselheiro Ramalho. Antes da interdição, a Polícia Civil recolheu dezenas de garrafas com bebidas destiladas para perícia. Algumas estavam abertas.
Outro endereço em São Paulo fica na Vila Plana, Zona Sul da capital, na Rua Joaquim Nunes Teixeira, na Vila Plana. O nome desta distribuidora não foi informado.
Já em Barueri, dois galpões foram alvo da operação: um da GRF Distribuidora, na Avenida Prefeito João Vilallobo Quero, e, outro, da Brasil Excellance Comercial e Exportadora de Bebidas, na Avenida Dr. Humberto Gianella.
No galpão da GRF Distribuidora, o lote específico não foi encontrado. Por isso, a polícia recolheu uma caixa de cada lote disponível no galpão para análise. A Vigilância Sanitária interditou cautelarmente esses lotes.
Já no local da Brasil Excellance Comercial e Exportadora de Bebidas, a polícia não encontrou nenhuma atividade. Segundo informações dos investigadores, a distribuidora não opera mais nesse endereço há cerca de seis meses.
Em nota, a GRF Distribuição afirmou que colaborou com a polícia e a vigilância sanitária na investigação a respeito da contaminação de bebidas alcoólicas com metanol (leia íntegra abaixo).
O g1 tenta localizar as defesas das outras distribuidoras envolvidas nas operações desta quarta.
Estabelecimentos interditados
Segundo os números mais recentes do governo de São Paulo:
6 estabelecimentos interditados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal.
Capital: Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins e Mooca
Grande SP: São Bernardo do Campo (1) e Barueri (1)
Distribuidoras suspensas
1 distribuidora já teve a inscrição estadual suspensa preventivamente;
Outras 3 estão com a situação sob análise para suspensão;
Bar nos Jardins: inscrição estadual já suspensa pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) após interdição do local.
Apreensões e lotes lacrados
128 mil garrafas de vodca lacradas em Barueri (aguardam apresentação de documentação);
802 garrafas apreendidas nesta semana;
660 em distribuidoras;
142 em três bares da capital.
Veja os números do balanço mais recente do governo de SP:
Casos:
Há 10 casos confirmados de intoxicação por metanol (há laudo atestando presença de metanol e confirmação de circunstâncias que indicam que a pessoa ingeriu bebida adulterada)
Outros 27 casos estão sob investigação (há indícios clínicos, mas aguardam laudo para confirmar presença de metanol e investigações para entender circunstâncias de eventual ingestão da substância)
Mortes:
Uma morte confirmada por intoxicação por metanol após consumo de bebida adulterada (com laudo e confirmação de ingestão de bebida adulterada)
Cinco mortes sob investigação (sem laudo e sob investigação das circunstâncias)
Interdições.
Na terça, a polícia interditou um bar na Alameda Lorena, no bairro nobre dos Jardins, em que uma mulher de 43 anos ficou cega por suspeita de intoxicação com metanol após o consumo de vodca (leia mais abaixo).
Esta foi a primeira interdição no âmbito das operações contra a venda de bebidas falsificadas e adulteradas por metanol na capital. A operação contou com as vigilâncias sanitárias municipal e estadual, além do Procon e Polícia Civil.
O estabelecimento é um lugar de encontro de "happy hour" de pessoas que trabalham na região, além de servir almoços regularmente. O bar foi interditado por apresentar "risco iminente à saúde pública".
Em nota, o Ministrão Bar informou que "todas as nossas bebidas são adquiridas de fornecedores oficiais, com nota fiscal e procedência garantida, provenientes de grandes distribuidoras reconhecidas no mercado".
Segundo Manoel Bernardes de Lara, diretor do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, a interdição foi feita por precaução, já que o Ministrão está diretamente ligado ao caso da mulher que ficou cega após ingerir vodca.







Comentários