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Moradores dizem que ruídos da Braskem os impedem de dormir

  • Foto do escritor: SBC Urgente
    SBC Urgente
  • 25 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Poluição sonora que vem das emissões da indústria é motivo de denúncias dos vizinhos do Polo Petroquímico; dor de cabeça é outro sintoma


Moradores dizem que ruídos da Braskem os impedem de dormir

A poluição sonora provocada pelas indústrias do Polo Petroquímico, entre elas a Braskem, que possui quatro empresas no complexo industrial, que fica entre Santo André e Mauá. tem tirado o sono de moradores do entorno, além de provocar dores de cabeça. O excesso de ruídos, que ocorre dia e noite, inclusive de madrugada, segundo relatos, gerou reclamações na Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).



A cozinheira Luzia Barbosa, 56 anos, mora há 40 anos no Jardim Sonia Maria, em Mauá, que fica nos arredores do Polo Petroquímico, e diz estar exausta da situação. “Os barulhos da Braskem incomodam demais, sem contar o cheiro forte. Ambos pioraram de uns 10 anos para cá. Atrapalha o sono, tem que ter um sono muito forte para conseguir dormir. Tenho também muita dor de cabeça. Eles soltam muita coisa no ar, é um cheiro de gasolina com enxofre, é horrível”, descreve.



A diarista Lucila Aparecida Robert, 59, que está na Rua Carmem Miranda, no Jardim Sonia Maria, que fica na parte de trás de uma das indústrias da Braskem, reclama que não consegue dormir. “A empresa aqui faz muito barulho. À noite atrapalha para dormir. Os ruídos ocorrem durante o dia todo, mas o pior é de madrugada. Sentimos direto um cheiro de gás, e tem uma fuligem preta que suja bastante o quintal. Fora os sustos que tomamos com as chamas das chaminés”, destaca



Em 2024, a Cetesb recebeu 19 denúncias contra a Braskem por ruído, emissão de fumaça, chama alta e odor. Em 2025, foram quatro denúncias contra a empresa, entre reclamações de ruído, emissão de gás e fumaça preta.


O coordenador do Sindicato dos Químicos do ABC, Joel Santana Souza, explica que os ruídos em questão vêm da emissão de vapor.



Questionada, a Braskem não informou a origem dos ruídos e se eles ultrapassam os limites estabelecidos pelas leis,, mas destacou que “segue os mais rigorosos padrões e normas técnicas nacionais e internacionais, atendendo a todas as exigências legais” e que “todos os processos são devidamente monitorados pelos órgãos competentes.”



A empresa afirmou que investe continuamente no aprimoramento constante de seus processos industriais, usando as melhores tecnologias. “Possuímos, ainda, relação de transparência com toda a sociedade local. Mantemos um canal aberto com a comunidade para qualquer tipo de interação”, destacou.


POLUIÇÃO SONORA


A poluição sonora é considerada uma degradação da qualidade ambiental e é fiscalizada pelos órgãos competentes. O gerente da Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) de Santo André, Rodrigo Simão, ressalta que a recorrência do excesso de ruídos gera uma intensa irritação que traz consequências aos moradores do entorno. “Além da saúde mental, tem o impacto na saúde física, pois o estresse eleva a pressão arterial, principalmente quando traz privação de sono. Quando o incômodo é frequente, as pessoas ficam ainda ansiosas porque já sabem que haverá novamente aquele barulho”, diz.



Moradores dizem que ruídos da Braskem os impedem de dormir

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