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Número de medidas protetivas concedidas para mulheres cresce 121% no ABC em 4 anos

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    SBC Urgente
  • 24 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

Mulheres com medidas protetivas podem ser protegidas pelas patrulhas Maria da Penha, instituídas nos municípios para proteger este grupo de seus agressores

Número de medidas protetivas concedidas para mulheres cresce 121% no ABC em 4 anos
(Foto: Reprodução)

Segundo dados do painel ‘Justiça em Números’, do Conselho Nacional de Justiça, entre os anos de 2020 e 2024 houve um aumento de 121% no número de medidas protetivas concedidas para mulheres vítimas de violência doméstica no ABC. Levando em conta o mês de janeiro, o crescimento destes dados segue a mesma linha e chega a 433 medidas concedidas no primeiro mês de 2025.


Em 2020, foram concedidas na região 2.179 medidas protetivas. Em 2021 o número subiu para 3.211, depois avançou para 3.842 em 2022, para 4.404 em 2023 e para 4.817 medidas protetivas concedidas no ano passado. Se levarmos em conta que em janeiro de 2025 foram concedidas 433 medidas e, se a média for mantida neste patamar, novo recorde será quebrado, ultrapassando a casa das 5,1 mil medidas.


Aliás, o mês de janeiro de 2025 quebrou o recorde deste levantamento. No comparativo com janeiro de 2020, o aumento foi de 153,2% no número de medidas protetivas. O painel aponta que no total foram 562 pedidos no primeiro mês deste ano, sendo que 48 foram repetidos, cinco foram prorrogados e 76 acabaram revogados.


Violência doméstica


O mesmo painel aponta também um crescimento de novos casos de violência doméstica na região. Em 2020 foram registrados 4.112 casos. Em 2024 o número chegou a 6.615 casos novos, uma alta de 60,87%. Levando em conta apenas o mês de janeiro, em 2020 foram registrados 322 casos e em 2025 forma 627, um crescimento de 94,7%.


No primeiro mês do ano de 2025 foram registrados 303 casos de violência doméstica contra a mulher na esfera criminal, outros oito casos na esfera cível. Foram nove casos de crimes por descumprimento de medidas protetivas de urgência e um caso de violência psicológica contra a mulher.


Dicas


Em entrevista ao RDtv, a vice-presidente da OAB Subseção Santo André e especialista em segurança, Mirian Bazote, relata seu trabalho em divulgar dicas de segurança para as mulheres pelas suas redes sociais. A advogada apontou a necessidade de atenção nos mais diversos ambientes e nos principais hábitos que podem levar a casos de violência.


Desde a mulher evitar sair sozinha com objetos desnecessários até os cuidados em casa, não apenas com violência física, mas também com a violência patrimonial e psicológica, ações feitas por agressores para minar a força da mulher em casa.


Número de medidas protetivas concedidas para mulheres cresce 121% no ABC em 4 anos

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